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A História dos Fogos

  Uma das principais características do verão japonês é a incrível quantidade de Hanabi, festivais de fogos de artifício, que ocorrem em todo o país. Segundo os órgãos oficiais que licenciam esses tipos de eventos, de norte a sul do Japão se pode contar anualmente a ocorrência de cerca de 7 mil deles. Se forem computados apenas os grandes, aqueles que arrastam multidões, a cifra fica por volta de 300.

  Embora sejam já tradicionais e possuam grande popularidade no território nipônico, como indicam os números citados, os fogos de artifício são originários de outros países. O início se deu com o descobrimento do salitre pelos chineses, aproximadamente há 2200 anos.
 
  Esse mineral foi utilizado para produzir sinais de fumaça como meio de comunicação à distância, durante a construção da célebre Muralha da China. Depois, ele entraria na composição da pólvora, resultando na nefasta, porém revolucionária invenção da arma de fogo.

  No século12, foram inventados na China os fogos pirotécnicos utilizados em celebrações e brincadeiras, conhecidos entre os brasileiros por bombinha, comum nas festas juninas. Os fogos de artifício propriamente dito, não ganhariam os céus originalmente pelas mãos dos chineses.
 
   Outros povos conheceram a pólvora a partir do século 7, levada inicialmente aos países islâmicos através da Estrada da Seda e posteriormente chegando à Europa. Foi por esta via que na Itália, mais especificamente em Florença, durante uma festa dedicada a São Giovani, no século 14, que pela primeira vez se registrou a utilização dos artefatos pirotécnicos coloridos, porém ainda não eram os do tipo que se lançam no céu.

  Em seguida seria a vez da Inglaterra de incrementar a técnica da produção dos fogos, constando que o rei britânico Charles V chegou a admitir um artesão especificamente para produzi-los e dispará-los para o alto a partir de um barco flutuando no rio Tâmisa, por ocasião de grandes celebrações. O rei James, no século 17, até criou uma instituição de pesquisa dedicada ao desenvolvimento do fogos artificiais.

Desenvolvimento Tecnológico


   A partir da Restauração Meiji (1868), o Japão restabeleceu o comércio com outras nações e isso possibilitou a importação de produtos químicos e outras matérias-primas que alavancaram o desenvolvimento da técnica de pirotecnia japonesa. Anteriormente só se conseguia a cor vermelha, utilizando salitre, enxofre e carvão, mas depois foi possível diversificar o colorido com o magnésio, alumínio, bário etc.


  A partir da Era Taisho (1912-1926), surgiram muitos mestres que aprimoraram os fogos de artifícios, desenvolvendo seqüências de explosão em um único disparo simultaneamente à formação de desenhos de rara beleza que imitam flores, palmeiras, cachoeiras etc. Atualmente, a técnica nipônica de produção fogos de artifícios é tida como uma das mais desenvolvidas do mundo.

Segurança

   Cada tipo de produto Pirotécnico tem uma classificação, de acordo com o seu poder de explosão ou de queima. Essa classificação está adequada à idade da pessoa usuária e de acordo com a norma do Ministério do Exército, R105. Para isso, todo produto deverá possuir na embalagem a sua classificação, conforme segue:

Classe A ( Infantil ) - Podem ser vendidos a menores e sua queima é livre ( recomenda-se sempre a assistência de adultos).

Classe B ( Juvenil ) - Podem se vendidos a menores, mas a sua queima é proibida em sacadas, portas ou janelas que estejam próximas de vias públicas
( também recomenda-se sempre a assistência de adultos ).

Classe C ( Adulto ) – Venda proibida a menores de 18 anos.

Classe D ( Shows ) – Venda expressamente proibida a menores de 18 anos, sob qualquer hipótese. Só podem ser queimados com licença prévia das autoridades competentes.

   Acidentes com fogos de artifício sempre acontecem por mau uso do produto ou irresponsabilidade no cumprimento das instruções ou normas de segurança. Todos os fogos de artifício, são tecnicamente seguros.

   Entretanto, ao manuseá-los, tome sempre as seguintes precauções:

• Sempre leia e siga as instruções nas embalagens;
• Sempre use fogos em locais abertos e ventilados;
• Sempre armazene fogos em locais frio e seco;
• Sempre solte fogos sob a supervisão de pessoas adultas e de acordo com a sua idade;
• Nunca tente reutilizar os fogos que tenham falhados;
• Nunca aponte ou atire fogos na direção de outras pessoas;
• Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos de artifício;
• Nunca utilize fogos após ingerir Bebidas Alcoólicas;
• Não fumar dentro de estabelecimentos que vendem fogos de artifício;

FOGOS MACHADO recomenda que você siga sempre as instruções de queima e segurança contidas nas caixas de embalagem dos fogos de artifício.

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